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Pesquisadores deram êxtase aos polvos em nome da ciência; eis o que aconteceu

Tomar o MDMA pode fazer com que algumas pessoas se sintam como um polvo, mas será que um polvo parece um humano quando isso acontece? De acordo com nova pesquisa publicada na quinta-feira (20) hoje na revista cientívica Current Biology, a resposta é sim. Ao receber a droga, uma espécie relativamente solitária e anti-social de polvo tornou-se mais social, engajada e geralmente interessada em seu entorno.

O experimento foi realizado para estudar como a serotonina é usada para promover o comportamento social. Quando um humano toma MDMA, liga-se a um transportador de serotonina no cérebro para fazer a mágica. Como se constata, o gene para codificar esse transportador de serotonina também é encontrado em certas espécies de polvos, apesar de sua linhagem evolutiva estar separada da nossa por mais de 500 milhões de anos.

Espécie Octopus bimaculoides Foto: Tom Kleindinst

Embora os polvos sejam geralmente considerados animais solitários, a presença deste gene na codificação do princípio de ligação do MDMA sugere que os polvos também podem ser suscetíveis aos efeitos pró-sociais do MDMA.

Para testar essa teoria, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins usaram a espécie Octopus bimaculoides, que é a única espécie de polvo que teve seu genoma inteiro seqüenciado. Os pesquisadores primeiro testaram os comportamentos sociais básicos colocando os polvos em um aquário com três câmaras separadas. A câmara central servia como área de teste, uma das câmaras continha outro polvo preso por uma rede, e uma terceira câmara continha um objeto para o polvo examinar.

O experimental configurado. Editorial: Biologia atual / universidade de Johns Hopkins

Depois de observar o comportamento de polvos sóbrios, os pesquisadores colocando-os em um banho contendo MDMA por 10 minutos antes de devolvê-los ao tanque.

Em comparação com os testes de linha de base, os polvos passaram muito mais tempo interagindo uns com os outros na câmara social do tanque quando estavam no MDMA. Além disso, os polvos do MDMA passavam muito mais tempo tocando um ao outro com seus tentáculos em comparação com os polvos sóbrios. Segundo os pesquisadores, isso sugere que o transportador de serotonina que se liga ao MDMA funciona de forma semelhante em polvos e seres humanos, na medida em que promove a socialidade.

“Apesar das diferenças anatômicas entre o polvo e o cérebro humano, mostramos que existem semelhanças moleculares no gene transportador de serotonina”, disse Gul Dolen, pesquisador da Johns Hopkins, em um comunicado. “Essas semelhanças moleculares são suficientes para permitir que o MDMA induza comportamentos pró-sociais em polvos.”

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Fonte: Current Biology

Escrito por Fernanda Calandro

Competências em publicidade, marketing e jornalismo digital desenvolvidas em diversas universidades. Licenciada em administração pela UTFPR. Apaixonada por comunicação e acredita que só educação e cultura transformam a sociedade.

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