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Assim como os oceanos, estudo mostra que nosso intestino pode estar ‘contaminado’ por microplásticos

 

Os microplásticos foram descobertos em fezes humanas em todo o mundo no ‘primeiro estudo’ que foi feito ?desse tipo”. Pesquisadores da Universidade de Medicina de Viena descobriram que fezes de indivíduos na Finlândia, Itália, Japão, Holanda, Polônia, Rússia, Reino Unido e Áustria, todos deram positivo para microplásticos.

Para os pesquisadores, esta descoberta é muito preocupantemente, segundo o site BBC, a equipe descobriu que alguns indivíduos tinham até nove tipos diferentes de plástico. O Dr. Philipp Schwabl, que liderou o estudo, disse que esse é o primeiro estudo envolvendo este assunto, e que houve a confirmação que os microplásticos chegam ao intestino.

No estudo, oito participantes de todo o mundo mantiveram um diário alimentar durante uma semana, antes de fornecer a amostra de fezes. Os diários revelaram que todos os participantes foram expostos ao plástico consumindo alimentos embrulhados em plástico ou bebendo em garrafas plásticas. Nenhum dos participantes era vegetariano e seis deles consumiam peixe do mar.

Uma análise das amostras de fezes revelou que estavam presentes até nove plásticos diferentes, com uma média de 20 micropartículas de plástico por 10 g de fezes. E o que mais preocupo é que o efeito desses plásticos no corpo humano permanece incerto.


Estudos anteriores sugeriram que eles podem afetar o trato gastrointestinal, e poderia levar a um acúmulo de substâncias químicas tóxicas no intestino. Dr. Schwabl acrescentou: “De particular preocupação é o que isso significa para nós e, especialmente, pacientes com doenças gastrointestinais.”

Por mais que a maior parte dos microplásticos foram encontradas no intestino, elas podem ser prejudiciais à saúde, pois são capazes de entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e até chegar ao fígado: “Agora que temos a primeira evidência de microplásticos dentro de nós, precisamos de mais pesquisas para entender o que isso significa para a saúde humana”, finalizou Schwabl.

 

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Escrito por Elaine

Futura publicitária; amante de séries, livros e músicas.

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